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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Jogo da memória de Matemática: subtração com base no 10

Você sabe quanto é 10-2? E quanto é 10-8? No baralho, encontre os pares de cartas com as contas e seus respectivos resultados. Boa sorte!

 

Clique na imagem para jogar!!!
É um jogo estratégico para trabalhar com os alunos 1° e 2° anos, na sala de informática!!!
Depois, não se esqueça me conte como foi!!!
Até mais,
Daniela Tenorio

Como os blogs podem melhorar a escrita dos alunos

Contato com as plataformas permite que os estudantes desenvolvam habilidades como diálogo e senso de responsabilidade

07 de fevereiro de 2013 | 12h 10
Portal Porvir
Os blogs podem ser importantes ferramentas para desenvolver habilidades relacionadas à escrita e comunicação com os alunos. Mas seu uso não se restringe aos textos. O contato com as plataformas permite que os estudantes desenvolvam outras habilidades como diálogo e senso de responsabilidade, ao terem que, por exemplo, responder os comentários ou administrar questões de direitos autorais sobre o que publicam. Para ajudar os educadores sobre o uso dos blogs em sala de aula, Ben Curran, professor e consultor educacional em uma escola em Detroit, nos Estados Unidos, dá dicas, passo a passo, de como criar um blog, usá-lo em classe e até como ampliar seu acesso por meio de hashtags no Twitter, como é o caso da #comments4kids, criada por especialistas para chamar pessoas a comentarem em trabalhos de estudantes de todo mundo.
Segundo Ben Curran, criar um blog, para muitos, é sinônimo de “trabalheira”, mas o especialista garante que vale a pena. “É importante que os alunos tenham seus textos lidos por mais pessoas do que apenas pelo professor. O impacto é imensurável quando eles veem que suas publicações estão sendo lidas por familiares, colegas e pessoas de todo o mundo. É uma forma de fazê-los se atentarem a tudo, desde ao simples hábito da escrita até a escolha de palavras para se comunicar com mais clareza”, afirma o consultor à Education Week.
Segundo ele, outros avanços são bastante claros: os alunos ficam mais cautelosos para escrever, criam o costume de ler e reler os textos antes de enviá-los ou publicá-los, estabelecem uma relação de troca com os colegas compartilhando textos para revisão. “Os meus alunos, por exemplo, passaram a ter conversas mais significativas sobre a escrita, fazem perguntas e observações mais sofisticadas do que faziam antes. Eles se tornaram escritores e passaram a viver ‘vida de escritores’, o objetivo final de qualquer professor”, diz ele que é fundador da Engaging Educators, iniciativa que ajuda professores a se engajarem a partir do uso da tecnologia. Em outras situações, afirma, produzir um blog amplia a abordagem de novos conteúdos em sala de aula, como o uso das mídias sociais, cidadania digital e direitos autorais.
Acompanhe as dicas:
1. Foco no tema
O primeiro passo que o professor precisa ter em mente é a escolha do tema que deseja trabalhar com os estudantes. O ideal é que o tema sirva como apoio a disciplina que esteja ensinando. Os assuntos podem variar, desde diários reflexivos de matemática ou ciências, resenhas de livros ou até mesmo artigos de opinião sobre atualidades. No caso do professor Curran, seus alunos mantêm blogs que estimulam à prática de textos sobre política, como a revolta da Síria, aos conflitos étnicos, como o assassinato do jovem negro Martin Trayvon, 17, que estava desarmado e foi morto no ano passado por um vigia voluntário nos Estados Unidos. Enquanto outra plataforma, permite que os alunos compartilhem cartas que escreverem sobre questões sociais. E ainda, um último blog foi produzido sobre os livros que os alunos estão lendo.
2.  Formato e plataformas
Depois de focar em um temática, é preciso pensar em formatos e plataformas. O professor precisa decidir se quer criar um único blog, onde podem ser abarcados diferentes assuntos ou criar várias plataformas. A vantagem de criar um único blog é o “controle de qualidade” sobre as publicações, já que é o professor o administrador de tudo que é postado. Em contrapartida, isso exigirá mais tempo dele, já que precisará revisar e publicar os textos enviados por e-mails pelos estudantes. Outra opção, é que a criação de blog individuais pelos alunos. Neste caso, cada um tem um nome de usuário e senha individuais, e é responsável por suas próprias postagens. Uma boa opção de plataforma que pode ser adotada é o Blogger. O professor pode criar a plataforma e os alunos, acima de 13 anos, (idade mínima para configurar contas do Google), podem se cadastrar como autores. Dessa forma, o professor tem controle total sobre o conteúdo e os comentários. Outra alternativa é o KidBlog, desenvolvida especialmente para que professores e estudantes criem seus blogs individuais.
Em ambas as plataformas, que são gratuitas, é possível ainda gerenciar o nível de privacidade: ser totalmente privada, ter acesso restrito, ou seja, ser aberta apenas aos colegas de classe, ou ficar disponível para toda a web. Além disso, para garantir a segurança do que é postado, o professor pode ainda se inscrever por e-mail ou RSS para receber notificações automáticas sempre que novas publicações forem postadas.
3. Preparo e prática
Outro aspecto importante é a estruturação do blog (edição, revisão e interação com os leitores) e o preparo dos estudantes em relação ao senso de responsabilidade, já que os trabalhos publicados deixam de ser vistos somente pelo professor, mas por qualquer pessoa do mundo com acesso à internet.
4. Divulgação
A última etapa é divulgação dos blogs. O objetivo é que os professores estimulem seus alunos não somente a ler as publicações dos colegas, mas que comentem uns os textos dos outros. Para atrair leitores para além da sala de aula, um outro professor americano, William Chamberlain, decidiu criar a hashtag #comments4kids, para ampliar o número de leitores dos blogs criados por seus alunos.

Fonte : Estadão

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Os educadores da internet

  • 18 de janeiro de 2013|
  • 19h57|
Por Redação Link
Eles não são profissionais, mas usam seu conhecimento para ajudar na educação de milhares de pessoas
Laís Cattassini
SÃO PAULO – O engenheiro César Medeiros, de 38 anos, até queria ter se tornado professor. “Mas professor sofre bullying na sala de aula”, diz. Conhecido pelo apelido Nerckie, César encontrou uma solução para realizar sua vontade de ensinar: passou a dar aulas pela internet, por meio de vídeos que ele faz em sua casa, na zona sul de São Paulo, em um estúdio montado no escritório.
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César Medeiros instalou um estúdio em sua casa para gravar vídeos do seu canal no YouTube, o Vestbulândia. FOTO: Clayton de Souza/Estadão
Os vídeos são publicados no canal Vestibulândia, no YouTube, com mais de 130 mil usuários inscritos, e César dá aulas de matemática com o conteúdo que costuma cair nos vestibulares.
As aulas têm entre 9 e 15 minutos e os vídeos são divididos em cursos e programas de estudo, preparados com a ajuda de livros e pesquisa. “Leio sobre o assunto que quero abordar, resumo, listo os pontos importantes e crio a aula, apresentando a teoria e exercícios”, diz.
Ele não é o único que usa seu conhecimento para educar, informalmente, milhares de pessoas por meio de vídeos. Canais norte-americanos como o CGP Grey e Khan Academy – cujo fundador Salman Khan esteve no Brasil esta semana – também se especializaram em criar conteúdo educativo para complementar as aulas nas escolas e até desafiar o ensino convencional.
Karl Wendt, um dos colaboradores da Khan Academy, diz que a internet tornou a educação mais acessível. “O acesso à informação é muito diferente hoje. Isso mudou a questão do porquê educamos”, diz Karl, que, em seus vídeos, ensina a construir eletrônicos. Além dele, há uma longa lista de colaboradores que dão aulas desde aritmética à computação gráfica.
Salman Khan, criador do canal no YouTube que virou um sistema de ensino, começou fazendo aulas em vídeo para uma sobrinha, mas percebeu o potencial de ampliar o alcance pela rede. “A internet pode tornar a educação muito mais acessível, de forma que o conhecimento e a oportunidade de aprender sejam compartilhados mais amplamente”, escreve Khan no livro Um Mundo, Uma Escola – A Educação Reinventada (Ed. Intrínseca).
A visão dele é compartilhada por C.G.P Grey, dono do canal CGPGrey. “É apenas uma questão de tempo até que a internet, ao lado de alguma outra tecnologia, se torne uma professora melhor do que qualquer humano.”
Mas a internet realmente pode substituir a escola formal? Para a professora de tecnologia na educação da PUC-SP Maria Elizabeth de Almeida, as video-aulas são um material de apoio interessante. “Uma aula em vídeo não é equivalente a uma comum, pois tem todo um processo interativo e comunicativo a que o aluno também está sujeito.”
A falta de interação é um problema relatado por César Medeiros. “Na sala, há a possibilidade de interagir, fazer correções, tirar dúvidas.” Mas mesmo isso está sendo solucionado. A ferramenta hangout do YouTube permite que professores façam transmissões ao vivo com a participação de espectadores. “Hoje é possível interagir e tirar dúvidas”, diz Bibiana Leite, gerente de parcerias do YouTube para a América Latina. Para garantir a qualidade, o YouTube tem buscado parcerias com os canais de educação, incentivando os criadores mais talentosos.
Porém, há coisas que a internet não faz pelo aluno. Segundo Maria Elizabeth Almeida, a figura de um tutor é essencial para o público mais jovem e ajuda a formalizar o que foi apresentado em vídeos e a garantir a interpretação correta das aulas. “Se o aluno for um adulto com autonomia, a autoaprendizagem dos vídeos pode ser suficiente. Já com crianças há mais o que fazer.”
De qualquer maneira, a tecnologia passou a moldar o futuro das escolas. “A tecnologia não deve ser temida, mas abraçada, permitindo que professores ensinem melhor e que a sala de aula se torne um espaço de colaboração e não de passividade”, escreve Salman Khan.

fonte: Estadão